Prémio Agricultura 2013

António Correia, responsável pela área de mercados e clientes da PwC Portugal, diz que a agricultura atravessa um bom momento, mas precisa de escala.

Correio da Manhã - Em que medida a PwC intervém no setor da agricultura?

António Correia - A PwC tem um contacto privilegiado com um número enorme de setores, quer em Portugal, quer no mundo, pelo que em qualquer um deles haverá sempre um conhecimento sólido e partilhado com os mais de 180 mil colaboradores espalhados pelo mundo. O sector da agroindústria é um dos que mais crescem no mundo, e, tanto cá como no estrangeiro, temos colaborado com diversas empresas e realizados estudos para várias associações.

Correio da Manhã - Que importância atribui a estes prémios organizados pelo CM, JdN e BPI?

António Correia - Muita, razão por que nos temos associado a estas iniciativas. Todos os setores têm algo a partilhar de boas práticas que adotam na sua gestão e algo a melhorar. É bom que enalteçamos as boas práticas e lutemos contra as que precisam de incremento nas suas competências. A importância das coisas é dada, ou ampliada, pela divulgação.

Correio da Manhã - A agricultura atravessa, de facto, um bom momento, ou há exagero na análise?

António Correia - A agricultura atravessa globalmente um bom momento. Em Portugal, a baixa utilização das zonas agrícolas, a maior atenção das forças governamentais ao tema e o desemprego fizeram com que muita gente se interessasse pela agricultura, o que foi bom. Mas há muitas coisas urgentes a fazer. Do lado privado temos de intensificar a cooperação entre empresários e o alinhamento na cadeia de valor que permita mais ganhos de escala; do lado público, melhorar a gestão do ordenamento do território nacional e políticas amigas do investimento que permitam que os atuais cresçam e outros empresários se juntem.

António Correia
Correio da Manhã 22-10-2013