Tecnologia é uma prioridade de topo para a maioria dos CEOs

A PwC refere que o seu sexto estudo anual, Digital IQ, conclui que apesar de muitas organizações afirmarem que são empresas digitais, apenas 20% o são de facto. O estudo, que inquiriu cerca de 1500 executivos, de negócio e TI, identifica ações e investimentos que fazem parte das empresas digitais de elevada performance. Aponta cinco comportamentos que permitem, por exemplo, as organizações acelerarem o valor dos seus investimentos digitais.

Um deles relaciona-se com o papel dos CEOs. O estudo indica que 81% dos top performers dizem que o seu CEO é um campeão ativo no uso de TI para alcançar a estratégia de negócio, o que compara com 68% noutras empresas. A ideia é que os líderes das empresas devem considerar a dimensão digital de tudo o que a empresa faz, seja no que respeita a produtos e serviços, seja parcerias, marketing, aquisição e retenção de talentos, etc.

Um segundo elemento tem que ver com o forte relacionamento entre o Chief Information Officer (CIO) e o Chief Marketing Officer (CMO). O estudo refere que esse relacionamento se tornou crítico, sendo que 70% das companhias com melhor performance digital referem que possuem um forte relacionamento CIO-CMO, comparado com 45% das que não incluem esse grupo. Segundo a PwC, o CEO deve garantir que as equipas de marketing e de desenvolvimento envolvem o CIO desde a fase inicial nas discussões relacionadas com produto, serviço e inovação ao cliente.

O terceiro aspeto prende-se com a abordagem da inovação digital com recurso ao exterior, sendo que as empresas com melhor performance tendem a olhar para fontes externas (como analistas, fornecedores, universidades e laboratórios), para dar corpo às suas ideias. Essa visão permite endereçar novas ideias e experiências que surgem de distintas fontes e indústrias.

Em quarto lugar a PwC aponta o investimento em novas plataformas de TI. Segundo refere, as empresas com melhor performance em matéria digital, inovam na forma como encaram as TI, procedendo a alterações por forma a melhor endereçar as necessidades de negócio. Em causa está uma abordagem ampla, que inclui a forma como os processos, a arquitetura, a organização e o controlo podem ou devem mudar por forma a acompanharem o desenvolvimento do negócio. Trata-se de um modelo que tem em consideração o ambiente de negócios dinâmico, suportando uma arquitetura ampla, que proporciona às empresas a flexibilidade para adicionarem novas tecnologias digitais necessárias num determinado momento.

Por último, a PwC aponta a visão digital como uma capacidade, sendo essencial ter uma orientação das tecnologias de informação a toda a empresa, em vez da sua centralização numa única função. Assim, mais do que saber onde estão localizados recursos e competências específicos, é importante ter um entendimento de como as várias áreas se encaixam por forma a responder aos objetivos de negócio. Exige um elevado nível de colaboração, devendo as TI entender os diferentes aspetos do negócio e as áreas de negócio perceberem como as TI podem responder ao que pretendem. O estudo indica que quatro em cinco CEOs situam a tecnologia como uma prioridade de topo.

In MarketReport, 05 de maio de 2014