Muito mar por desbravar

Como uma das principais fontes de riqueza das ilhas, o mar tem sido explorado nas suas diferentes vertentes. Hoje, é dado a conhecer mais uma importante compilação de informação estatística, com análise do contexto e lançamento de desafios. Tudo resumido em 40 páginas, nesta que é a 7.ª edição do LEME - Barómetro PwC da Economia do Mar, que faz um “zoom” com o sugestivo título 'Ilhas que Brilham'. "O turismo ancorado em actividades marítimas, o registo internacional de navios e o desenvolvimento da fileira alimentar do mar são pilares estruturais da economia do mar na Madeira", frisa o documento a que o DIÁRIO teve acesso. "Turismo costeiro, cruzeiros e marinas são pontos fortes da oferta turística na Madeira. O registo internacional de navios continua a manter um elevado ritmo de crescimento. A pesca e a transformação do pescado são indústrias relevantes na economia do arquipélago da Madeira e têm tido a capacidade de absorver recursos humanos que, com a instabilidade económica dos últimos anos, têm perdido os seus empregos", analisa.

Desafios presentes e futuros
Com análise aos dados entre 2008 e 2015, com indicadores interessantes é sobretudo nos desafios que o LEME aponta alguns dos caminhos a desbravar, ainda, numa terra rodeada por mar e, por isso, cuja economia está umbilicalmente associada a tudo o que lhe diz respeito. No capítulo dos “Transportes Marítimos, Portos, Logística e Expedição”, o estudo aponta que este subsector tem de contar com a concepção "os portos marítimos como autênticas plataformas logísticas integradas em cadeias logísticas nacionais e internacionais, maximizando o interface entre autoestradas do mar, rodovia e aeroportos" e, também, "reduzir a fiscalidade e a burocracia associada às transacções portuárias".

Na área da 'Pesca e Indústria do Pescado', quiçá o sector mais frágil, o desafio passa por "acrescentar valor ao produto base primário (peixe e marisco) através da sua conservação, transformação e diversificação" e "reforçar as práticas de captura sustentáveis, certificando os processos e comunicando adequadamente ao consumidor final", entre outros.

No 'Entretenimento, Desporto, Turismo e Cultura', o que tem mais potencial de crescimento, há que apostar na "dinamização da náutica de recreio, através de desportos como o surf, windsurf, kitesurf, ski aquático, triatlo, charter de cruzeiro, mergulho, caça submarina, motonáutica, vela, remo e canoagem, entre outro" e, ainda, "continuar o desenvolvimento do 'branding' Madeira aproveitamento de todo o potencia] económico relacionado com o desenvolvimento vertical deste sector (consumidores finais, prestadores de serviços, produtores de todo o tipo de equipamentos necessários ao lazer e desporto)".

Nos Serviços de Registo Internacional de Navios, o que tem mais crescido e com maior fulgor nos últimos dois anos, é necessário "monitorar continuamente as tendências internacionais relacionadas com o registo de navios e com o transporte marítimo, de forma a estar permanentemente na linha da frente da prestação de serviços de registo de navios". Já na 'Acção do Estado no Mar', só há um desafio: "Coordenação e interligação das politicas de ambiente com as necessidades de sustentabilidade ambiental e de reforço da economia do mar".

Por fim, o capítulo da Formação, Conhecimento e Emprego Marítimo (Capital Humano)', os autores do estudo não lançam desafios, mas analisam que "o número de publicações na área do mar com participação de Instituições Portuguesas da Madeira incluídas no Web of Science tem apresentado comportamento irregular, tendo aumentado em 2015".

In DN Madeira, 2 de fevereiro de 2017

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