Caminho das Exportações

Desbravar mercados e inspirar empreendedores nacionais

Num estudo da consultora PwC, 84% dos 1200 presidentes executivos mundiais inquiridos declararam ter alterado, nos últimos anos, os objetivos que tinham definido para si e para as suas organizações. Em causa está o volte-face que a crise financeira, em 2008, impôs às empresas: criar liquidez tornou-se um imperativo e os olhares dos gestores voltaram-se para novas geografias. “As próprias competências dos executivos tiveram de se adaptar a estas mudanças para poderem cumprir os novos propósitos”, referiu António Correia, sócio da PwC.

Partir além-fronteiras é um imperativo e Portugal não pode esperar, garantiram os parceiros da iniciativa “Caminho das Exportações”: “Neste ambiente de dificuldades é preciso inspirar as empresas, mostrar-lhes que há alternativas”, observou João Coutinho, administrador do Barclays, no que foi secundado por Vital Morgado, da AICEP, entidade que, nos últimos anos, tem procurado desbravar caminho para os empresários nas economias emergentes, na tentativa de “dar escala à ambição das companhias nacionais”. Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa (proprietária do Expresso), traçou os objetivos do projeto: “A nossa intenção é colocar face a face os portugueses com novas oportunidades, ouvir os players e as autoridades destes países, dando palavra aos empresários que já estão nestes locais.”