Reagir para crescer

Regresso da confiança: com que pressupostos?

A esta data, a economia portuguesa encontra-se numa fase onde a maioria das suas previsões económicas foram revistas em alta. O Banco de Portugal nas suas projeções para a economia portuguesa, datadas de março de 2014, apontou para uma recuperação gradual da atividade no longo prazo, ou seja, tudo indica que Portugal apresenta sinais mais fortes de retoma económica, com o desemprego a reduzir, a confiança a aumentar. O crescimento das exportações continua a ser o fator com maior impacto nestas previsões.

No entanto, nem todos os sinais são ainda positivos para Portugal. Para que esta equação seja equilibrada os indicadores do Estado português deverão também ser consistentes. O controlo da despesa pública torna-se crítico para que seja controlada a carga fiscal às empresas e às famílias. No setor público, é expectável que a atividade deva continuar a contrair, condicionada pelo processo de consolidação orçamental, embora a um ritmo estimado menor. Por outro lado, nem o consumo (procura interna), nem os níveis de desemprego, apresentam ainda sinais de crescimento efetivo. O (ainda) elevado nível de endividamento do setor privado deverá continuar a condicionar as decisões de consumo e de investimento das famílias e das empresas ao longo dos próximos anos.