Emerging Trends in Real Estate®

Europa 2017

Este relatório*, desenvolvido pela PwC em parceria com a Urban Land Institute, é um dos mais reconhecidos estudos no setor imobiliário que, pela sua utilidade e projeção já se encontra na 14ª edição.

O investimento imobiliário em 2017

Lisboa encontra-se novamente entre as 10 cidades europeias mais atrativas em 2017 na área do investimento imobiliário, mantendo o 7º lugar do ranking.

Lisboa tem vindo nos últimos três anos a subir no ranking das cidades europeias mais atrativas. De facto, em 2014 encontrava-se no 26º lugar (em 28 países), tendo subido para 9º em 2015 e para 7º em 2016, mantendo-se nesta posição para 2017 pelo seu potencial de crescimento, ainda sendo vista de forma mais favorável do que cidades espanholas, Madrid ou Barcelona. Apesar de representar um mercado pequeno, a disponibilidade de ativos e o perfil de risco / retorno na capital portuguesa está a atrair os investidores, alguns dos quais sentem que Espanha está sobreavaliada.

O Brexit domina os pensamentos dos investidores. O relatório releva que o espectro do Brexit é sem dúvida uma fonte de preocupação de muitos na indústria imobiliária europeia, embora para alguns, represente uma oportunidade.

Embora haja uma queda geral no sentimento em relação ao investimento no Reino Unido no pós-Brexit, os investidores continuam a ver valor nos imóveis em muitas partes do resto da Europa. No entanto, as expetativas de retorno foram reduzidas, sendo que a gestão ativa de imóveis como um meio de garantir melhor rendimento está novamente na ordem do dia. 

Neste clima de risco-zero, muitos investidores imobiliários estão claramente dispostos a sacrificar algum rendimento por um menor risco, sendo a Alemanha amplamente considerada como o novo refúgio para o capital. De acordo com o relatório, as cinco principais cidades para o investimento global e perspetivas de desenvolvimento em 2017 são Berlim em primeiro lugar, seguido por Hamburgo, Frankfurt, Dublin e Munique.

No entanto, apesar da incerteza de curto prazo sobre Londres, a maioria dos entrevistados acredita em seu futuro de médio a longo prazo como uma cidade crucial ao nível global.

Não é de surpreender que a instabilidade da política internacional apresente desafios significativos no ano que vem, com 89% dos entrevistados listando-a como sua principal preocupação para 2017. As próximas eleições em França, na Alemanha e na Holanda, bem como preocupações sobre migração e terrorismo acrescentam a esta perspetiva de incerteza. 46% dos entrevistados acreditam que a crise migratória vai piorar no próximo ano, sendo o terrorismo uma ameaça fundamental à confiança dos investidores. Esta instabilidade não deverá dissipar-se rapidamente: quase dois terços dos entrevistados esperam que a incerteza política na Europa se agrave nos próximos três a cinco anos.

O que está muito claro depois de tomar o pulso da indústria, é que existem complexas e significativas influências em jogo para além das questões geopolíticas de hoje.

Olhando para o futuro até 2030, há mudanças que estão a alterar a sociedade e a visão do setor sobre os imóveis no futuro e do ciclo de propriedade - como ele afeta a oferta, a ocupação, a detenção e o investimento. A disrupção tecnológica e a crescente relevância da economia de partilha está a deslocar o centro de gravidade do ativo financeiro para o produto, ou mais amplamente para ver o "imobiliário como um serviço".

O estudo levanta mais questões do que respostas:

A indústria está preparada para inovar? Serão os líderes imobiliários de hoje, ou novos e diferentes líderes, que irão enfrentar esses desafios?

Estamos a entrar num período de mudanças fundamentais e estruturais no setor imobiliário como um todo.

Apesar dos altos níveis de incerteza e mudança na Europa, os entrevistados estão apenas um pouco menos confiantes sobre suas perspetivas de negócios do que no ano passado. Um pouco menos de metade não espera nenhuma mudança na confiança, rentabilidade ou número de funcionários em 2017. Além disso, o relatório conclui que os fluxos de capital permanecerão fortes e os investidores continuarão a valorizar o imobiliário europeu para rendimento em comparação com as expectativas de risco / Classes.

* O presente relatório baseia-se nas opiniões de quase 800 profissionais imobiliários na Europa incluindo investidores, promotores, credores, agentes e consultores, e apresenta uma visão sobre o investimento imobiliário e tendências de desenvolvimento, finanças imobiliárias e mercados de capitais, cidades e sector imobiliário

Emerging Trends in Real Estate Europe 2017 – New market realities

Lisboa continua no 7º lugar, sendo vista de forma mais favorável do que cidades espanholas, Madrid ou Barcelona. Apesar de representar um mercado pequeno, a disponibilidade de ativos e o perfil de risco / retorno na capital portuguesa está a atrair os investidores, alguns dos quais sentem que Espanha está sobreavaliada.

As 10 cidades mais atrativas para investir em imobiliário



"Lisboa é a 7ª cidade europeia mais atrativa para os investidores imobiliários, fazendo parte, pelo 3º ano consecutivo, do top 10 deste ranking. Este aspeto mostra que, apesar das incertezas políticas na Europa (nomeadamente o Brexit) e da procura por investimento seguro nas cidades alemãs, Lisboa continua a gerar interesse e oportunidades de investimento."

Jorge Figueiredo
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Emerging trends in real estate: Europe 2017

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