O impacto da pandemia no Ambiente: algo para durar?

Na China e depois em todo o mundo, a COVID-19 fez diminuir a concentração dos agentes poluentes na atmosfera. Podemos afirmar que a COVID-19 pôs também a poluição mundial em “quarentena”? Porque é que as emissões de NO2 e CO2 têm diminuído?

A emissão de gases com efeito de estufa diminuiu substancialmente durante a quarentena devido ao impacto que o confinamento teve na atividade económica e no nosso modo de vida. O facto de as empresas terem hoje cadeias de abastecimento globais faz com que uma diminuição da atividade económica se traduza numa redução imediata da emissão de gases com efeito de estufa, pelo impacto destes na diminuição do transporte de matérias-primas e de produtos, por ar, terra e mar.

Ilustrando, em média, uma t-shirt de algodão percorre 14 mil quilómetros ao longo de toda a sua cadeia de valor, desde a produção do algodão, até à respetiva venda em loja ao consumidor final. É uma pegada ambiental muito pesada no que diz respeito à emissão de gases com efeito de estufa (e não só) e que resulta do facto das cadeias de valor e abastecimento serem hoje globais. Passa-se o mesmo em muitos outros mercados, por exemplo, na indústria alimentar – com o chocolate, o café ou, mesmo, a fruta (um kiwi que viaje da Nova Zelândia ou uma manga que viaje do Brasil para Portugal).

Mas não foram apenas os sistemas económicos a abrandar e a tornarem-se mais locais ou menos globais durante o confinamento. Há, também, mais de mil milhões de veículos no mundo [1] e mais de 12 milhões de passageiros diariamente no ar (em aviões), que ficaram estacionados ou abrandaram muito a sua atividade durante o período da quarentena. Para termos uma ideia do impacto deste abrandamento coletivo, como aponta David Wallace-Wells, em “The Uninhabitable Earth” (2019), apenas uma viagem de ida e volta de avião de Lisboa a Nova Iorque provoca o degelo de 3 metros quadrados de gelo no Ártico.

A redução da atividade comercial mundial, fruto da COVID-19, foi tão drástica que, no dia 20 de abril de 2020 o preço do petróleo bateu um mínimo histórico, tendo entrado em valores negativos pela primeira vez. Em resposta, os principais produtores da OPEC+ tomaram a decisão histórica de reduzir a produção em 10% [2]. Ainda que neste momento nos países em que já se regista um abrandamento da pandemia o consumo de combustíveis fósseis esteja a aumentar novamente – por exemplo, na China o consumo de petróleo já está a 90% do nível de consumo pré-pandemia [3] –, a redução substancial do consumo mundial de petróleo ao longo de dois ou três meses tem um impacto significativo no volume global de emissão de gases com efeito de estufa.  

Diz-se que esta pandemia “fez maravilhas” pelo ambiente a curto prazo, mas a longo prazo poderá significar más notícias para o futuro das alterações climáticas?

Para que isso não aconteça, é fundamental que a resposta que vai ser dada à crise económica decorrente da COVID-19 não constitua um regresso ao “business as usual”, ou seja, que se aproveite o atual momento de maior permeabilidade dos sistemas económicos, políticos, sociais e culturais para acelerar a transição para modelos de desenvolvimento e estilos de vida que sejam (muito) mais sustentáveis.  

Por outro lado, não diria que a pandemia fez “maravilhas” pelo ambiente, dado que há muitos aspetos do ambiente que não melhoraram em nada e outros que até saíram prejudicados – por exemplo, a presença massiva de novos artigos descartáveis nos ecossistemas marinhos (máscaras, etc.), no que já é considerada uma nova ameaça aos seus frágeis equilíbrios.

A COVID-19 só será uma boa notícias para o futuro das alterações climáticas se, por um lado, tiver servido para um despertar coletivo para a importância de respeitarmos os frágeis equilíbrios da biosfera e, por outro, tiver tornado claro que é possível manter as emissões de gases com efeito de estufa até 2030 ao nível do que foram os meses de confinamento, sem impactos dramáticos na nossa qualidade de vida. Para cumprirmos o Acordo de Paris sobre o clima, temos de ser capazes de reduzir as emissões globais de gases com efeito de estufa em mais de 50% até 2030, num contexto em que as emissões continuam a aumentar ano após ano – 2019 foi novamente um ano recorde.

Durante o período do confinamento, nos mais diversos países, a Humanidade provou que consegue mobilizar-se, de forma rápida e massiva, para causas que obrigam a mudanças profundas nos estilos de vida e rotinas, a questão agora é saber até que ponto estamos disponíveis para mudanças equivalentes que sejam definitivas, não apenas temporárias. Por exemplo, até que ponto estamos preparados para o teletrabalho, para modelos de negócio próprios da economia da partilha (assentes no usufruto, não na posse dos bens), para reduzirmos drasticamente os nossos níveis de consumo, para sermos mais locais nas nossas escolhas e, mesmo, para pagarmos a pegada ambiental e social dos produtos (por exemplo, para pagarmos a pegada de carbono no preço das passagens aéreas)…

Uma última nota para sublinhar que é importante não reduzirmos os desafios ambientais ao fenómeno da emissão de gases com efeito de estufa. A poluição e a degradação acelerada dos diversos ecossistemas, o consumo galopante de capital natural e a produção massiva de resíduos são desafios que também merecem máxima atenção e sentido de urgência na ação.

Alguns dos benefícios que esta paragem obrigatória trouxe para o ambiente irão manter-se ou regressaremos, provavelmente, à situação anterior em pouco tempo? Existe o exemplo da crise financeira de 2008 onde, na China, a quebra de emissões de CO2 também foi evidente, mas acabou por ser anulada pelas medidas de incentivo ao desenvolvimento da economia que se seguiram. Podemos estar perante uma situação semelhante?

Sem dúvida. Desta vez, ao contrário do que se passou com a resposta à crise de 2008-11, é fundamental assegurar que a resposta é transformativa no médio-longo prazo, não apenas eficaz no curto prazo – e, para tal, não pode consistir apenas na injeção de liquidez na economia, com vista à mera recuperação da produção, do consumo e do investimento. Temos de ser capazes de redesenhar e reinventar os próprios sistemas de produção e consumo, ou seja, de acelerar a transição para sociedades e modelos de desenvolvimento que sejam sustentáveis. Para tal, é fundamental que a crise COVID-19 acelere a proliferação de “Cisnes Verdes”, na expressão de John Elkington.

Cisnes Verdes são mudanças profundas nos sistemas (económicos e não só), com consequências positivas exponenciais na qualidade de vida das pessoas e no planeta. Eles assentam numa combinação virtuosa de mudanças de paradigmas, valores, políticas, comportamentos, tecnologias, modelos de negócios e outros fenómenos – que em momentos de crise ficam bastante mais permeáveis a mudanças mais rápidas e profundas.

Até 2030, a prioridade da nova Comissão Europeia será o Green New Deal, o qual deverá envolver um valor de investimento mínimo de um bilião de euros. Esperemos que ele tenha a escala, acompanhada da coragem política necessária, para dar origem a uma série de cisnes verdes nas mais diversas indústrias na Europa. O mundo que teremos em 2030 e em 2050 decide-se nos próximos dois ou três anos.

A par deste significativo esforço político de-cima-para-baixo em prol da sustentabilidade, os ventos dos mercados também empurram nesse sentido: não só os consumidores preferem cada vez mais produtos e marcas sustentáveis, como os investidores adotam critérios ESG (environmental, social e governance) cada vez mais exigentes nas suas decisões. É bastante significativo que, num contexto de grande vulnerabilidade económica e do mercado de capitais em queda durante a pandemia, as empresas que melhores performances registaram tenham sido as mais sustentáveis. Ou seja, e como claramente indica uma análise recente do WBCSD, os cabazes ou índices de ações de empresas com melhor performance ESG tiveram performances acima da média do mercado durante este período – tendo registado performances entre 4,3% e 9,4%[4] acima da média do mercado. Empresas mais sustentáveis são, cada vez mais, percecionadas como mais competitivas e menos vulneráveis aos riscos sistémicos.

Com a pandemia houve também um aumento do uso de máscaras de proteção, luvas e plásticos descartáveis - que muitas vezes não são descartados de forma apropriada, acabando por ir parar aos oceanos e ameaçando a vida marinha. Se por um lado melhorámos nalguns pontos, podemos ter piorado em outros?

Correto. Nos últimos anos, têm-se vindo a consolidar algumas tendências interessantes no que respeita a mudanças estruturais no nosso modelo de desenvolvimento e no comportamento das novas gerações de consumidores, que uma cultura do descartável pode colocar em risco. Por exemplo, os modelos de negócio próprios da economia da partilha, assentes no usufruto de serviços e na partilha de ativos, em vez da posse destes, já é comum em muitos países em áreas como a mobilidade (partilha de bicicletas, carros, etc.). Porém, o que se verifica é que uma cultura assente no distanciamento social, na higienização e no descartável, constitui uma ameaça séria a modelos de negócio e estilos de vida assentes na partilha.

A indústria da moda já estava a dar esse passo em muito países e seria importante que esse fenómeno não retrocedesse, dado tratar-se da segunda indústria mais poluidora do mundo. Ou seja, em vez de termos guarda-roupas compostos por muitas peças das quais somos proprietários, sendo que a maioria delas não usamos ou raramente usamos (situação atual), passarmos a dispor de um serviço que com regularidade recolhe as peças que temos em uso e nos entrega novas peças escolhidas por nós. Isto permite reduzir os níveis de consumo, bem como estender o tempo de vida útil das peças de roupa e aumentar drasticamente a circularidade do sistema no fim do período de vida útil destas. Mas, para que estes modelos de negócio se massifiquem (em muitas áreas), é necessário termos confiança uns nos outros e no sistema, algo que uma cultura excessivamente assente na higienização, no distanciamento e no descartável pode destruir.

Outra das tendências interessantes que se vinha a consolidar é a compra a granel, algo que permite, entre outros benefícios, reduzir drasticamente o uso de embalagens e outros invólucros. Também esta tendência pode ser seriamente afetada por uma cultura assente no descartável. Dando um exemplo, a Loop [5] é uma start-up que atua em algumas cidades europeias e americanas e cujo modelo de negócio consiste em começar por entregar aos clientes boas embalagens (de alumínio) para a generalidade dos produtos de uso quotidiano de higiene e alimentação (ex.: champôs, gel de banho, cereais de pequeno-almoço, gelados, iogurte, sumos, etc.). Uma vez entregues as embalagens duradouras, a start-up assegura um serviço de refill on demand, recorrendo a meios de mobilidade elétrica para tal. Dessa forma, consegue-se evitar a poluição decorrente do consumo de produtos alimentares e de higiene que recorrem a embalagens plásticas, bem como reduzir o número de deslocações para os comprar, já que estes nos são entregues em casa, através de meios de mobilidade sustentáveis.

É fundamental que estas e outras tendências não fiquem comprometidas com a COVID-19, que os nossos estilos de vida continuem a evoluir no sentido da sustentabilidade.   

Assistimos a um fenómeno a nível mundial - exemplos disso são a diminuição da poluição em algumas vias aquáticas ou o avistamento de animais selvagens nas cidades, após ser decretado o confinamento obrigatório. Deveríamos retirar algumas lições destes exemplos? Quais? O que podemos aprender e devemos aplicar no futuro para bem do meio ambiente? 

As crises que resultam de zoonoses, como a COVID-19, são/serão cada vez mais frequentes e com consequências mais devastadoras. Nunca é demais sublinhar que as zoonoses são consequência da ação humana, nomeadamente, dos desequilíbrios que provocamos na biosfera e nos ecossistemas, isto é, que uma pandemia não é uma fatalidade, como são um terramoto ou um vulcão, mas sim algo evitável.

A Humanidade está a entrar numa nova era de extinção em massa, denominada de Antropoceno, dado que – e pela primeira vez na nossa história! – resulta diretamente da ação humana. A primeira extinção em massa ocorreu há 375 milhões de anos, a última há 66 milhões e foi nessa que se extinguiram os dinossauros. Até agora, as cinco extinções em massa da história da Humanidade deveram-se sempre a causas externas à ação humana, porém, desta vez, a causa somos nós, é o impacto dos quase 8 mil milhões de habitantes do planeta Terra na biosfera e nos equilíbrios dos diversos ecossistemas. Temos, atualmente, um milhão de espécies em risco.

A natureza já provou que é resiliente, mas ultrapassados certos limites que coloquem em risco os equilíbrios fundamentais da biosfera, poderá não haver retrocesso – e, segundo o Stockholm Resilience Center [6], em alguns dos indicadores ambientais fundamentais esses limites já foram mesmo ultrapassados.

Quantificando a escala da interferência humana no planeta, em 2019, consumiram-se mais de 100 mil milhões de toneladas de recursos naturais, a velocidade de degelo da Gronelândia foi 7 vezes superior à da década de 1990, produziram-se mais de 32 mil milhões de toneladas de resíduos, e fomos circulares em apenas 8,6% (valor inferior ao de 2018).

Os desequilíbrios que provocamos na biosfera e a galopante delapidação do capital natural ameaçam os sistemas económicos e a nossa qualidade de vida. Metade do PIB mundial depende de recursos naturais! Sem madeira, minérios, água, combustíveis fósseis, entre outros, não teríamos casas, carros, telemóveis, vestuário, alimentos, medicamentos, a generalidade dos bens de consumo. O problema é que esses recursos naturais ou não são renováveis ou têm ciclos de renovação longos, que não estão a ser respeitados. Assim, se não reduzimos o consumo, colocamos em sério risco os sistemas económicos e a nossa qualidade de vida. Olhando para Portugal, desde o passado dia 25 de maio que vivemos a crédito das gerações futuras, dado que foi nesse dia que atingimos o nosso Overshoot Day. Ou seja, seriam precisos mais de dois planetas Terra para que o nosso modelo de desenvolvimento e modos de vida fossem sustentáveis – e só temos um!

Com todas as suas consequências, nomeadamente, impactos brutais nas nossas rotinas, qualidade de vida e bem-estar material, se não for bem gerida e mitigada, a Antropoceno fará da COVID-19 um ligeiro ensaio geral de algo que passará a ser um novo normal.

Como é que nós, cidadãos comuns, podemos impactar individualmente, na nossa família e comunidade?

Cada cidadão comum desempenha múltiplos papéis ao longo da sua vida, todos eles relevantes na luta pela sustentabilidade. Somos todos, simultaneamente, consumidores, eleitores, gestores, influenciadores, pais, vizinhos, entre outros papéis que desempenhamos ao longo da vida. Ora, é fundamental assegurarmos uma base comum de valores a todos esses papéis. Em minha opinião, um dos maiores desafios da vida é sermos capazes de ser exigentes e coerentes no desempenho desses múltiplos papéis ao longo da vida.

Que literatura ou informação de referência aconselha, para que nos possamos preparar para desempenharmos melhor o nosso papel individual?

Há duas formas bastante acessíveis de termos acesso a bons diagnósticos sobre o estado do mundo e a planos de ação que possamos adotar para darmos o nosso contributo, tanto na dimensão ambiental, como na social: por um lado, há excelentes documentários e, por outro, há uma enorme abundância de fontes de informação escrita.

No que diz respeito aos documentários, recomendo os seguintes: “More Than Honey” (2012), sobre o declínio das abelhas; “Who Cares” (2013), sobre o fenómeno do empreendedorismo social; “Cowspiracy” (2014), sobre a indústria alimentar; “The True Cost” (2015), sobre a indústria da moda; “Demain” (2015), sobre soluções para desafios sociais e ambientais; “Before the Flood” (2016), sobre as alterações climáticas; “Our Planet” (2019), sobre o planeta Terra; “Artifishal” (2019), sobre a indústria alimentar; “Ice on Fire” (2019), sobre as alterações climáticas; entre tantos outros.

Já no que diz respeito às fontes escritas, recomendo três tipos de fontes de informação:

  • Referenciais técnico-políticos que orientam a ação dos Governos e das empresas, nomeadamente, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas, o Acordo de Paris sobre o clima, e os múltiplos e frequentes relatórios de instituições internacionais, tais como as Nações Unidas, o IPBES, o WWF, o WBCSD, o World Economic Forum, entre tantas outras;
  • Livros com um enquadramento histórico mais vasto e abrangente, tais como o “Sapiens” ou o “Homo Deus”, de Yuval Harari, ou com abordagens menos técnicas, ainda que bem fundamentadas, tais como o “The Uninhabitable Earth” (2019), de David Wallace-Wells, ou o “We Are the Weather: Saving the Planet Begins at Breakfast” (2019), de Jonathan Safran Foer;
  • Imprensa de referência (ex.: Público, Expresso, The New York Times, The Guardian ou The Economist).

Para concluir, deixo apenas uma sugestão que me parece interessante e acessível a todos: organizar serões temáticos em família ou com amigos para debater temas relacionados com a sustentabilidade, que podem começar pelo visionamento de um documentários ou ter um livro como ignição para uma conversa informal.

Resumindo, como é que esta situação veio mudar os nossos comportamentos para sempre e, se veio, que impacto isso terá no meio ambiente no curto e no longo prazo?

É impossível neste momento prever o que vai mudar no médio e longo prazo fruto da crise COVID-19, mas uma coisa é certa: esta crise esclareceu as dúvidas que poderia haver acerca da nossa vulnerabilidade coletiva, dos impactos da ação humana sobre os equilíbrios da biosfera, e da viabilidade de adotarmos novos modos de vida mais sustentáveis. Esclarecidas essas dúvidas, e sabendo que a Humanidade nunca foi tão rica nem teve tanto acesso a conhecimento e a tecnologia, esperemos que estejam criadas as condições para uma mudança rápida e profunda nos nossos modelos de desenvolvimento e estilos de vida. Para que tal aconteça, e entre outros aspetos, é preciso reinventarmos os modelos de negócio das empresas e adotarmos novos comportamentos a atitudes individuais.

A Humanidade enfrenta inúmeros problema e desafios, mas em bom rigor só tem de assegurar que as soluções ganham a corrida aos problemas. Ora, para que a corrida seja ganha pelas soluções, e não pelos problemas, precisamos de fluidez, permeabilidade e flexibilidade máxima nos sistemas políticos, sociais, económicos e culturais. Esperemos que a reação coletiva à pandemia, assente nos princípios do distanciamento social, da hiper higienização e do descartável, não constitua um fator de entropia para esses sistemas, mas sim um despertar coletivo para a importância e a possibilidade de mudarmos de forma rápida e em larga escala para modelos de desenvolvimento e estilos de vida mais sustentáveis. A bem do nosso futuro e do planeta Terra!

João Wengorovius Meneses, Secretário Geral do BCSD Portugal

[1] www.carsguide.com.au/car-advice/how-many-cars-are-there-in-the-world-70629

[2][2] www.bruegel.org/2020/04/covid-19-is-causing-the-collapse-of-oil-markets-when-will-they-recover/

[3] www.reuters.com/article/us-global-oil-demand-analysis/china-drives-global-oil-demand-recovery-out-of-coronavirus-collapse-idUSKBN23A0XF

[4] www.wbcsd.org/Overview/News-Insights/WBCSD-insights/Increasing-risk-management-resilience-through-ESG-investing

[5] https://loopstore.com/

[6] www.stockholmresilience.org/research/planetary-boundaries/planetary-boundaries/about-the-research/the-nine-planetary-boundaries.html

"A Humanidade está a entrar numa nova era de extinção em massa, denominada de Antropoceno, dado que – e pela primeira vez na nossa história! – resulta diretamente da ação humana."

João Wengorovius Meneses, Secretário Geral do BCSD Portugal

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