Alquimistas do Mar - Sítio do Penedo (Porto Santo)

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Cuidar da qualidade ambiental do nosso planeta é uma responsabilidade intransmissível de cada geração de líderes que, no presente, orientam os destinos da nossa civilização. Empurrar para o futuro a resolução de problemas ambientais e sociais gerados no passado e no presente significa que os pais e os avós de hoje estão a condicionar dramaticamente o futuro dos seus filhos e dos seus netos.

Crescer economicamente sem ter em linha de conta o desenvolvimento ambiental e social de cada região do globo significa passar uma fatura ambiental e social impossível de liquidar pelas gerações futuras. Infelizmente, se olharmos para as consequências da ação humana sobre o meio ambiente, verificamos que, através de fenómenos climáticos extremos e condicionamentos da qualidade do ar e da água, a natureza já começou a enviar, para diversos locais do mundo, os pedidos de pagamento da fatura ambiental que estamos a gerar. Caso esta tendência continue, é previsível que as próximas décadas tragam maiores dificuldades nestas matérias. 

Pela sua enorme dimensão, os oceanos estão muito expostos aos efeitos da ação humana e, pelo facto de estarem longe do olhar do cidadão comum, estão mais desprotegidos das investidas humanas sobre o meio ambiente. Neste contexto, é fundamental alterar o comportamento humano em relação ao oceano, no sentido de o valorizar ambientalmente, em vez de o degradar.

Existem lugares em Portugal onde a sustentabilidade ambiental é vista como uma grande oportunidade. Uma oportunidade de grande alcance ambiental, social e económico. Um desses lugares é o Sítio do Penedo na ilha de Porto Santo.

Aproveitando extraordinárias condições da qualidade da água do mar, estabilidade da sua temperatura e abundante radiação solar, biólogos, químicos e engenheiros trabalham em conjunto, em Porto Santo, para tentar mudar o paradigma da alimentação humana através de microalgas marinhas. 

Estas microalgas marinhas são plantas que, através do processo de fotossíntese, consomem dióxido de carbono e libertam oxigénio, regenerando o ar que respiramos. No final do processo, criando concentrados, que resultam da desidratação das microalgas marinhas produzidas nos fotobioreatores, estes verdadeiros 'alquimistas do mar', conseguem excelentes ingredientes para a alimentação humana como ómega 3, antioxidantes e magnésio.

Tentar recriar, em 'laboratório', a natureza, parece ser um dos caminhos para regenerar muita da degradação ambiental provocada pelo homem. Seria bom que iniciativas com este nobre propósito de compatibilizar ambiente com desenvolvimento económico proliferassem por muitos lugares costeiros do mundo. 

Miguel Marques, Partner da PwC
In Sol, 27 de janeiro de 2018

Existem lugares costeiros em Portugal onde se tenta conciliar desenvolvimento económico com sustentabilidade ambiental. Um desses lugares é o Sítio do Penedo, em Porto Santo.

Miguel Marques, Partner da PwC

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