Crescimento da economia global deverá ser o maior desde 2011

Os economistas da PwC preveem que, em 2018, a economia global deverá crescer cerca de 4%, em termos de PPP (purchasing power parity), adicionando perto de 5 biliões de dólares ao valor global de 2017, a valores constantes, de acordo com as projeções da sua última edição do Global Economy Watch lançada em dezembro de 2017. Esse valor será o mais elevado desde 2011 e terá como agente uma expansão alargada e não uma dependência de apenas algumas economias.

A PwC aponta os EUA, os países emergentes da Ásia e a Zona Euro, que representaram 60% do PIB (Produto Interno Bruto) do mundo em 2017, como os principais agentes do crescimento da economia global, com a estimativa que estas três "regiões" representem cerca de 70% do crescimento, em termos de PPP, em comparação com a média de cerca de 60% no período entre 2000 e 2016. 

A Irlanda deverá liderar entre as economias da Zona Euro, em 2018, com um crescimento do PIB de 3,5%, bem acima da França e da Alemanha, com a Zona Euro a crescer acima dos 2%. A PwC estima que as economias periféricas da Zona Euro (Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda) apresentem uma taxa de crescimento superior às economias centrais (Alemanha, França, Itália e Holanda) pelo quinto ano consecutivo. No entanto, Barret Kupelian, senior economist na PwC, ressalva que embora as perspetivas globais e para a Europa sejam positivas há ainda incertezas como as relativas às negociações do Brexit e as discussões alargadas sobre o futuro da União Europeia. A economia do Reino Unido deverá abrandar, para um crescimento de 1,4% em 2018.

No seu cenário principal, a PwC prevê que a economia dos Estados Unidos cresça cerca de 2,4%, acima do total das economias do G7 (2%), com um desemprego na ordem dos 4% e o aumento do consumo. 

A China é atualmente a maior economia em termos de PPP e deverá crescer entre 6% e 7%, em 2018, um pouco abaixo de taxas anteriores mas em linha com as projeções. Entre as 17 economias que deverão crescer a taxas superiores à da China estão Índia, Gana, Etiópia e Filipinas, com as economias de África e Ásia a apresentarem uma base alargada de crescimento. De acordo com a análise da PwC, oito dos dez países com maiores taxas de crescimento no corrente ano poderão estar em África.

Com estas estimativas de crescimento da economia global, também o consumo de energia baterá recordes, também segundo as projeções da PwC. Os valores atuais, além de recordes, são também o dobro dos valores de 1980. A China e a Índia, conjuntamente, devem representar 30% da energia a consumir no corrente ano. No entanto, a PwC prevê que o preço do petróleo se mantenha estável. 

Para a PwC há ainda outros fatores relevantes e a ter em atenção no corrente ano: (1) política monetária, com o Banco Central Europeu a poder ser menos interventivo, com a redução da compra de ativos, depois da Reserva Federal, mas com uma mudança da política monetária no Japão a ser pouco provável; (2) a taxa de desemprego entre os países do G7 deverá atingir um valor mínimo em 40 anos, para cerca de 5% ou 19 milhões de trabalhadores; (3) o aumento dos salários será modesto em algumas economias mais desenvolvidas e deverá ficar ainda abaixo dos níveis anteriores à crise; (4) a população mundial aumentará em mais 80 milhões de pessoas, mas a percentagem do crescimento da população mundial será a mais baixa desde 1950. 9 entre cada 10 novas adições à população mundial estará em África (30 milhões) ou na Ásia (40 milhões).

 

In Market Report, 11 de janeiro de 2018

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