Transformar


Tecnologia, inovação e talento

A tecnologia está a transformar a relação das empresas com os seus clientes, o que faz com que os CEO a vejam como a melhor forma de avaliar e responder às mudanças de expectativas de clientes e stakeholders. O sucesso será obtido por aqueles que adotem novas tecnologias, de forma a entregar produtos e serviços que sejam eficientes em termos de custos, convenientes, funcionais e sustentáveis. É necessária uma nova geração de pessoas que possuam um “mindset” empreendedor e sejam capazes de rentabilizar/utilizar as tecnologias.

1. Das palavras à ação

Existem um conjunto de barreiras que dificultam a resposta das empresas às alterações de expectativas por parte dos consumidores e stakeholders.

Os CEO estão cada vez mais conscientes da importância de superar estas barreiras, pelo que procuram realinhar as suas estratégias de atuação as quais determinam o sucesso dos seus negócios.

Em comparação com os resultados globais (33%), apenas 17% dos CEO em Portugal são notoriamente afetados por conflitos entre os interesses dos stakeholders e expectativas de desempenho financeiro, sendo esta a causa que menos afeta as suas expectativas.

A necessidade de maior facilidade e acessibilidade não se aplica apenas às empresas que querem obter rápida informação e serviços para os seus clientes, como também para as suas equipas de negócio, possibilitando as mesmas de fazerem modificações sem dependerem de TI (tecnologias de informação).

Segundo Luis Pagani, presidente do Grupo Arcor – Argentina, "caminhamos para um mundo diferente. Não sou nenhum especialista em tecnologia, mas esta obriga-nos a repensar a forma como fazemos negócios".

 


Os lideres empresariais enfrentam um conjunto de obstáculos em responder às expectativas das partes interessadas

Q: Qual dos seguintes obstáculos, se for o caso, está a dificultar o trabalho da sua organização em responder às expectativas das partes interessadas?

2. Rentabilizar a tecnologia

A tecnologia está a transformar a relação das empresas com os seus clientes, o que faz com que os CEO a vejam como a melhor forma de avaliar e responder às mudanças de expectativas de clientes e stakeholders.

À medida que a big data analysiscloud computing e a “Internet of Things” se vão tornando essenciais ao sucesso empresarial, também a tecnologia ganhou um papel primordial, apoiando à compreensão das expectativas mais amplas dos stakeholders.

Os CEO em Portugal, em linha com os resultados globais, dizem estar a implementar alterações significativas em várias áreas, como resposta às expectativas dos stakeholders. De destacar, a forma como é utilizada a tecnologia para avaliar e responder as expectativas dos stakeholders (60%) e a forma como são geridas a Marca, o Marketing e a Comunicação (57%).

 


Os CEO estão a implementar alterações significativas na área de tecnologia e marketing para responder às expectativas das partes interessadas

Q: Até que ponto está a implementar alterações nas seguintes áreas como resposta às expectativas em mutação das partes interessadas?

3. Na vanguarda da inovação

A maioria dos CEO considerou que a Investigação e Desenvolvimento (I&D) e as inovações tecnológicas, geraram um retorno superior no que se refere ao sucesso no envolvimento com os stakeholders.

O sucesso será obtido por aqueles que adotem novas tecnologias, de forma a entregar produtos e serviços que sejam eficientes em termos de custos, convenientes, funcionais e sustentáveis.

A digitalização está a tornar-se crítica, permitindo que as empresas obtenham e utilizem dados sobre os seus processos de negócios, necessários para suportar os esforços com a inovação, ou ainda para reduzir os custos do sistema, através de maior eficiência.

 


Segundo o estudo PwC “Global Inovation Survey”, as empresas que mais se destacam na área da inovação procuram ter uma maior proporção de inovações revolucionárias e radicais, sobretudo em produtos, serviços, tecnologias e modelos de negócios.

É possível observar que 75% dos CEO em Portugal assumem que as ferramentas de gestão da relação com o cliente (CRM) são as que mais retorno geram em termos de envolvimento com os stakeholders.

Não obstante, Portugal demonstra aparentemente um menor interesse no envolvimento e utilização das redes de comunicação, quando comparado com os resultados globais.

4. A gestão de novos talentos

De forma a responder às expectativas dos consumidores, é necessária uma nova geração de pessoas que possuam um “mindset” empreendedor e sejam capazes de rentabilizar/utilizar as tecnologias.

Existe uma clara preocupação dos CEO com a disponibilidade de competências-chave, que consideram fundamental dispor de uma força de trabalho competente, instruída e com capacidades de adaptação.

A reputação como empregador ético e com responsabilidade social é um tema em que Portugal se destaca pela positiva (47%), quando comparado com os resultados globais (27%).

Os CEO estão a transformar as suas agendas, comprometendo-se a compreender que esta nova geração de líderes cresceu num mundo com diferentes tendências e realidades, muito bem informada e por sua vez, mais preparada para os abordar problemas mais complexos.

Novas competências necessárias por parte dos CEO:
•  ser capaz de operar num mundo com múltiplos stakeholders, com diferentes valores e várias atitudes no que diz respeito a leis e direitos;
•  capacidade para lidar com a volatilidade da economia;
•  estar confortável com a análise de dados e diversidade tecnológica;
•  ser capaz de desenvolver novos líderes, com as competências certas e adaptáveis;
•  apresentar mensagens consistentes para uma ampla base de trabalhadores, sendo capaz de torná-las realidade.

 


De forma a melhorar o nível de gestão de talentos os CEO estão a procurar alterar a sua reputação como empregador ético e socialmente responsável

Q: Que aspetos da sua estratégia, ao nível da gestão de talentos, está a alterar de forma a criar o maior impacto em termos de atração, retenção e envolvimento das pessoas de que precisa para continuar a ser relevante e competitivo?

47% 

A nossa reputação como empregador ética e socialmente responsável.

47% 

O nosso foco nas competências e na adaptabilidade dos nossos colaboradores.

38% 

O nosso foco na preparação de líderes para o futuro.

37% 

Gestão de desempenho eficaz.

32% 

Remunerações, incentivos e benefícios para a nossa força de trabalho.

27% 

O nosso foco na produtividade através da tecnologia e automatização.

23% 

Comportamentos e cultura do local de trabalho.

17% 

Saúde e bem-estar da nossa força de trabalho.

10% 

Programas de mobilidade global eficazes.

5. Por que razão o governo e os negócios devem trabalhar em conjunto

Em todos os setores existem tensões entre as empresas, que acreditam estar a fazer o melhor, e os governos, que nem sempre estão certos de que tal esteja a acontecer.

À medida que as empresas e os governos vão interagindo e sentindo as alterações de expectativas dos consumidores/cidadãos, irão possivelmente necessitar uns dos outros.

As empresas devem:
•  entender os motivos pelos quais a regulamentação existe, em vez de se focarem apenas na interpretação e incumprimento. A regulamentação deverá ser criada para responder a falhas ou necessidades de mercado ou mesmo para criar boas práticas de negócio;
•  compreender os objetivos do governo, uma vez que pode ajudar as empresas a antecipar as necessidades de regulamentação e definir princípios e valores que possam guiar a tomada de decisão. Este método irá permitir um maior alinhamento com os objetivos e programas dos governos, o que por sua vez permitirá alterar e melhorar a eficiência das empresas, bem como incrementar os níveis de confiança e eficácia dos órgãos reguladores.

Os governos devem:
• reconhecer até que ponto a regulamentação pode acarretar custos para as empresas e quais podem ser os seus impactos para a sociedade. Se as empresas já esperarem alterações legislativas constantes, poder-se-á criar um clima de incerteza constituindo uma ameaça para o investimento, para o crescimento nacional e para a competitividade do país;
• criar regulamentação que seja, responsável, consistente, transparente, e com objectivos claros e focados. Os processos de melhoria dos serviços públicos deverão ter a visão dos empresários e, desta forma, permitir que as normas e regulamentos a aplicar sejam perceptíveis para as empresas, tornando o seu cumprimento mais facilitado para estas. A regulação que os governos tentam impor, procura ser benéfica e do interesse dos cidadãos, consumidores ou empregados;
• reconhecer que algumas reformas ou penalidades podem acarretar maiores taxas de imposto para as empresas, resultando em maiores custos. Estes custos adicionais tenderão a ser passados aos clientes através do aumento de preços. Estes e outros factores, contribuíram para o facto de 47% dos CEO em Portugal considerarem o excesso de regulação como a principal barreira ao crescimento das suas empresas e uma ameaça à sua capacidade de satisfazer as novas expectativas dos clientes.

As empresas deverão ter em linha de conta as medidas dos governos pois estes têm elevado o impacto na definição estratégica dos negócios. Em Portugal, 63% dos CEO defende que o governo e entidades reguladoras têm impacto na estratégia das suas empresas. No entanto, apesar de alguns sinais de protesto acerca da interferência do governo nos negócios, muitas empresas esperam que o mesmo as ajude através da melhoria do sistema de educação ou da aposta no investimento em infraestruturas necessárias para o desenvolvimento de uma economia moderna.


Os reguladores têm de perceber o novo ambiente no qual operamos, para que se formem políticas que ofereçam respostas às possíveis mudanças – em vez de serem influenciados por questões políticas ou populismos, que por vezes nos leva à implementação de políticas públicas inadequadas, podendo atrasar o desenvolvimento e, no nosso caso, impedir a criação de valor e confiança.


David Bojanini

Presidente, Grupo SURA, Colombia  

Questões-chave sobre transformação nas empresas?

De que forma a sua empresa está a assegurar o investimento nas tecnologias corretas, que permitam o compromisso aberto com os vossos clientes ou com grupos mais abrangentes de stakeholders?


A sua empresa já identificou quais as competências certas para o apoiar, desde a estratégia até à execução?


O seu investimento em inovação é orientado para a criação de ofertas que atendam às grandes necessidades da sociedade e que possibilitem um bom retorno do investimento, a longo prazo?

O que está a sua empresa a fazer para permitir que os colaboradores trabalhem, no sentido de melhor atenderem as novas e mais abrangentes expectativas dos stakeholders?


De que forma a sua empresa trabalha com os Governos para criar melhores soluções para os seus clientes e colaboradores?

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