Ao longo desta conversa, aborda-se a forma como a cultura influencia simultaneamente o funcionamento interno e a relação com o cliente, evidenciando o impacto direto que tem no desempenho, na consistência do serviço e na capacidade das organizações se afirmarem num contexto cada vez mais competitivo.
A cultura organizacional funciona como o “fio condutor” que orienta comportamentos, decisões e prioridades. Quando é clara, coerente e vivida no dia a dia, cria um ambiente de confiança, segurança psicológica e propósito, elementos fundamentais para o bem-estar das pessoas.
No entanto, é um caminho que nem sempre é linear ou fácil. Num contexto marcado por constantes evoluções tecnológicas, transformações organizacionais e uma crescente diversidade de perfis e gerações, gerir e alinhar cultura torna-se um grande desafio. Exige adaptação contínua, capacidade de escuta e uma liderança próxima e alinhada. Ainda assim, temos uma forte consciência da importância deste tema e estamos a fazer o nosso caminho de forma consistente e intencional.
Na Medicare, a nossa cultura ganha forma através de valores muito concretos. A Proximidade traduz-se na forma como estamos presentes e disponíveis para as nossas pessoas: colaboradores, clientes, prestadores e fornecedores. O Dinamismo reflete-se na energia e determinação com que procuramos fazer sempre mais e melhor. Já a Smplicidade orienta-nos para soluções claras e acessíveis, sobretudo em momentos que são, por natureza, complexos.
Este ambiente cultural tem impacto direto no desempenho: colaboradores mais envolvidos e alinhados tendem a ser mais colaborativos, resilientes e orientados para a excelência. A aposta consistente na escuta ativa, no desenvolvimento contínuo e no reconhecimento contribui para equipas mais comprometidas e, consequentemente, para melhores resultados.
A cultura interna reflete-se inevitavelmente na experiência externa. Para além da preocupação da qualidade técnica dos nossos Prestadores, fatores como a empatia, a confiança e a consistência do serviço dependem da forma como as pessoas vivem a cultura da organização.
Na Medicare, o Foco no cliente é um valor central: a nossa prioridade é oferecer a mais alta qualidade e satisfação. Este princípio, combinado com a Proximidade e a Simplicidade, permite-nos criar experiências mais humanas, acessíveis e consistentes.
Colaboradores que se sentem apoiados e alinhados com estes valores tendem a replicá-los na relação com os clientes. Assim, a cultura interna torna-se um verdadeiro diferencial competitivo, reforçando a confiança, a credibilidade e o posicionamento da organização no mercado.
A construção de uma cultura sólida exige intenção e consistência. Destaco alguns fatores-chave:
Nos últimos anos, as organizações em Portugal têm vindo a dar passos importantes na valorização da cultura organizacional. Temas como o bem-estar, a saúde mental, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a flexibilidade tornaram-se prioridades estratégicas.
“As organizações que investem numa cultura forte conseguem reforçar a sua marca empregadora, atrair e reter talento e estimular ambientes mais inovadores e inclusivos.”
No entanto, persistem alguns desafios, nomeadamente a capacidade de transformar intenção em prática consistente, gerir modelos híbridos mantendo proximidade, alinhamento, produtividade, e responder à diversidade de expectativas dos diferentes perfis e gerações.
Ainda assim, as oportunidades são claras: as organizações que investem numa cultura forte conseguem reforçar a sua marca empregadora, atrair e reter talento e estimular ambientes mais inovadores e inclusivos.
O futuro aponta para uma cultura cada vez mais assumida como um ativo estratégico.
Destaco algumas tendências relevantes:
Mais do que nunca, a cultura deixará de ser um conceito abstrato para assumir um papel fundamental na criação de valor sustentável.
As organizações que souberem cuidar das suas pessoas, mantendo simultaneamente o foco no negócio, estarão mais bem preparadas para responder aos desafios de um contexto cada vez mais exigente e competitivo.
No futuro, as organizações mais competitivas não serão apenas as mais eficientes. Serão as que conseguirem criar ambientes onde as pessoas querem genuinamente ficar, crescer e contribuir.
Humanizar o trato fará a diferença.
Catarina Real é Head of People & Wellbeing na Medicare, com mais de 25 anos de experiência no setor corporativo. Ao longo do seu percurso, destacou-se nas áreas de Recursos Humanos e Comercial, com forte presença no setor bancário, onde assumiu responsabilidades na gestão e desenvolvimento de talento, dinamização de equipas e gestão de clientes empresariais.
Paralelamente, tem atuado como coach e consultora, apoiando o desenvolvimento individual e coletivo e a implementação de programas de capacitação e performance.
É pós-graduada em Neurociências do Consumo e em Economia Social e Solidária. Apaixonada pelo desenvolvimento pessoal e organizacional, valoriza a partilha, a diversidade e o impacto do voluntariado e do associativismo como motores de transformação social e de construção de comunidades mais sustentáveis.
• Diagnóstico de Cultura Organizacional e Alinhamento Estratégico
• Desenho de Programas de Cultura Organizacional
• Estudos de Clima Organizacional
• Desenho de Programas de Gestão da Mudança
• Desenho de Modelos de Funções
• Desenho de Modelos de Competências (Comportamentais e Técnicas)
• Desenho de Modelos de Avaliação e de Gestão de Desempenho
• Desenho de Modelos de Gestão de Carreiras
• Desenho de Modelos de Compensação
• Definição de Planos de Formação e Desenvolvimento
* A PwC dispõe de diversas equipas especializadas que apoiam diferentes áreas da Cultura Organizacional e os pilares que a moldam nas Organizações.
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