Para além disso, poderá ainda questionar a razão pela qual se deve preocupar com a Segurança da Informação na sua vida pessoal quando, o seu provedor de Internet, do seu serviço de streaming, de e-mail e/ou de comunicações, é também obrigado a seguir todas essas boas práticas e regulamentos descritos acima.
Esta é uma pergunta legítima e pertinente, tal como são as seguintes:
A resposta é que por muito fortes que sejam os sistemas de defesa de uma Organização, o erro e a distração humana, que podem provocar um incidente de segurança ou comprometer a Organização (mesmo que involuntariamente), são ações que não é possível controlar de forma individual.
Deve considerar-se que os erros descritos acima podem ser resultado de falta de conhecimento sobre métodos maliciosos utilizados por cibercriminosos que, na maioria das vezes, não utilizam fatores técnicos, mas sim Engenharia Social – definida como uma técnica de manipulação capaz de explorar erros humanos para obter informações confidenciais ou acessos.
De facto, nos dias de hoje os cibercriminosos continuam a efetuar ataques aos sistemas de defesa das Organizações, mas o principal meio de ataque é sem dúvida a Engenharia Social, ou seja, atacar os colaboradores para consequentemente, de forma direta ou indireta, atacar a Segurança das Organizações.
Devemos então considerar que somos nós o principal alvo dos cibercriminosos na Organização em que trabalhamos?
Sem dúvida e devemos ainda considerar o grau de responsabilidade que temos dentro da Organização, porque também este facto é avaliado quando os cibercriminosos decidem efetuar algum ataque, seja para extrair informação e dados, seja para ciberespionagem.
Todos nós possuímos uma menor ou maior pegada digital, seja através da nossa conta de e-mail, seja através de serviços contratados de primeira necessidade, ou através de redes sociais e/ou profissionais e todos estes serviços podem e são usados pelos cibercriminosos, para de alguma forma, terem vantagem e executarem os seus ataques qualquer que seja o propósito dos mesmos.
Existem inúmeras formas de ataque à Segurança Digital, entre os mais famosos encontramos:
Não obstante, existem inúmeras outras formas de comprometer a Segurança (não só digital) de uma Organização. Apresentamos-lhe 3 exemplos práticos que ilustram cenários reais.
Apesar dos esforços feitos por cada Organização na prevenção do cibercrime, os cibercriminosos estão constantemente a melhorar a sua abordagem e métodos de ataque, fazendo com que a sensibilização para a Segurança da Informação das organizações tenha de estar a ser constantemente atualizada de forma a providenciar os seus colaboradores com as ultimas novidades nesta área, mas (existe sempre um mas) é igualmente de extrema importância que cada um de nós proceda de acordo com o que vamos aprendendo para nos protegermos e evitar ao máximo os dissabores de um ataque à nossa vida pessoal e/ou à nossa vida profissional!
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Nuno Roma Rodrigues
Cybersecurity Senior Manager da PwC Portugal
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