Family Business Survey 2021

Da confiança ao impacto

Porque devem as empresas familiares agir agora para garantir o seu legado amanhã

As empresas familiares estão em risco de ficar para trás nos temas de sustentabilidade

Em Portugal, as empresas familiares registaram um desempenho positivo no último exercício financeiro (período pré-COVID), com 69% dos inquiridos a referir ter registado um crescimento (55% no global). Não obstante, metade das empresas portuguesas (48%) esperam que a pandemia de COVID-19 resulte numa redução nas vendas, semelhante ao quadro global, e apenas 15% não necessitou de recorrer a capital adicional em 2020.

“As empresas familiares devem acompanhar o interesse acelerado em mudanças climáticas, cadeias de valor sustentáveis e investimento responsável. Para isso, terão que passar a fazer da sustentabilidade uma questão central nas suas estratégias e trabalhar rapidamente para comunicar as suas intenções com clareza.”

Rosa Areias
Entrepreneurship & Private Business Partner
PwC Portugal, Angola e Cabo Verde

  

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Family Business Survey 2021

Assista ao vídeo e fique a par das principais conclusões, a nível global, da 10ª edição do estudo da PwC, Family Business Survey 2021.

Principais resultados em Portugal

As respostas dos cerca de 50 gestores permitiram-nos, pela primeira vez, efetuar uma análise comparativa.

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A resiliência económica é elevada

Apenas 15% das empresas familiares inquiridas em Portugal afirmaram ter necessitado de capital adicional em 2020. Quase metade (46%) esperam crescer em 2021.

Existe uma vontade genuína de liderar em sustentabilidade, mas a ação tem sido lenta

48% das empresas portuguesas inquiridas têm uma estratégia de sustentabilidade em vigor (vs. 37% globalmente).

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O progresso na transformação digital é lento

Só um terço considera ter fortes competências digitais (38% global).

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Existe alguma resistência à mudança e à profissionalização

Apenas 15% têm planos de sucessão (30% a nível global), e 29%, em Portugal e a nível global, afirmam que existe alguma resistência à mudança.

Temas-chave do estudo

Crescimento em tempo de pandemia

Otimismo no regresso económico

A pandemia da COVID-19 tem sido um teste extraordinário de resistência para quase todas as empresas. As empresas familiares estão a enfrentar este desafio numa altura em que as previsões já se mostravam afetadas pela incerteza financeira.

Quase metade (48%) das empresas familiares inquiridas em Portugal esperam que as suas vendas diminuam. Porém, mostram-se confiantes no longo prazo – com 83% a esperar regressar às suas taxas de crescimento pré-COVID até 2022.

Práticas sustentáveis no centro das operações

A pressão sobre as empresas para contribuírem para um ambiente mais limpo e uma sociedade mais justa está a aumentar. As ações – e não apenas compromissos – em torno de uma agenda de sustentabilidade irão assumir uma urgência renovada, intensificada pela pandemia.

A grande maioria das empresas familiares portuguesas (63%) admite ter a responsabilidade de combater as alterações climáticas e as suas consequências e cerca de metade (48%) tem já uma estratégia de sustentabilidade desenvolvida e comunicada que informa de todas as decisões tomadas.

Ainda aquém na maturidade digital

A pandemia destruiu quaisquer dúvidas que pudessem existir sobre os benefícios da transformação digital. Os serviços digitalizados tornaram-se o novo normal e as empresas com capacidades digitais já estabelecidas saíram-se melhor do que as demais.

Embora a quase totalidade das empresas portuguesas inquiridas (90%) tenha afirmado que as iniciativas relacionadas com a digitalização, a inovação e a tecnologia são a principal prioridade, o progresso nestas áreas tem sido lento. Apenas 17% afirmam que o seu caminho para a digitalização está completo e 69% acreditam que ainda têm um longo caminho a percorrer. 

Profissionalizar as relações familiares

As relações pessoais, sobre as quais são construídas as empresas familiares, permitem à empresa agir e adaptar-se rapidamente, no entanto podem também atrasar ou reter decisões e pode ser difícil admitir que a comunicação entre os membros da família não é o que poderia ser.

Sete em cada dez inquiridos nacionais (73%) dizem que os membros da família que não estão no conselho de administração confiam nos membros da família que estão, mas os dados apontam para uma discórdia: apenas 60% referem que todos os membros da família partilham opiniões semelhantes sobre o futuro da empresa.

Crescimento de vendas
Resiliência em tempos adversos

Em Portugal, o crescimento pré-COVID-19 é mais elevado do que o global, mas o impacto tem sido maior.





Algumas medidas tomadas:

  - Redução de dividendos (38%)
  - Cortes salariais dos membros da família (25%)
  - Acesso a capital extra (15% em Portugal e 21% no global)
  - Investir mais do próprio dinheiro (6%)

Nota: A base são todos os inquiridos nacionais (2021: n=48) e globais (2021: n=2.801).
Fonte: 10ª edição do Global Family Business Survey da PwC
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Ambições das empresas familiares
De volta ao “business as usual” em 2022

As empresas familiares portuguesas são menos otimistas do que a média global em termos de objetivos de crescimento futuro para 2021.

   

Nota: A base são todos os inquiridos nacionais (2021: n=48) e globais (2021: n=2.801).
Fonte: 10ª edição do Global Family Business Survey da PwC
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Prioridades para os próximos dois anos
De olhos postos no digital

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Digital, inovação, tecnologia

90% das empresas portuguesas referem o desenvolvimento das competências digitais como prioridade.

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Expansão e/ou diversificação

81% das empresas portuguesas referem a expansão e/ou diversificação para novos mercados como prioridade.

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Evolução/novas abordagens

67% das empresas portuguesas referem a evolução/novas abordagens como prioridade.

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Sustentabilidade e/ou comunidade local

65% das empresas portuguesas referem a sustentabilidade e/ou comunidade local como prioridade.

Nota: A base são todos os inquiridos nacionais (2021: n=48) e globais (2021: n=2.801).
Fonte: 10ª edição do Global Family Business Survey da PwC
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Práticas sustentáveis e comunitárias
Recuperar a agenda ESG

Menos de metade das empresas portuguesas têm uma estratégia de sustentabilidade desenvolvida e comunicada, mas estão mais atentas à redução da sua pegada de carbono do que a média global.

Desenvolvimento e comunicação de estratégia de sustentabilidade
Q: Com quais das seguintes afirmações concorda?

Europa 47%
África 41%
América do Norte 37%
América Latina 36%
Médio Oriente 36%
Ásia Pacifico 30%

Nota: A base são todos os inquiridos nacionais (2021: n=48) e globais (2021: n=2.801).
Fonte: 10ª edição do Global Family Business Survey da PwC
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Maturidade digital 
Capacidades e adaptação

Fortes competências digitais traduzem-se num melhor desempenho. No entanto, apenas 31% das empresas em Portugal se descrevem como digitalmente fortes.

Embora a quase totalidade das empresas portuguesas inquiridas (90%) tenha afirmado que as iniciativas relacionadas com a digitalização, a inovação e a tecnologia são a principal prioridade, o progresso nestas áreas tem sido lento. Apenas 17% afirmam que o seu caminho para a digitalização está completo e 69% acreditam que ainda têm um longo caminho a percorrer.

Agora é o momento de agir.

A nível global, 58% das empresas que se consideram digitalmente fortes utilizam a tecnologia para melhorar o cumprimento de obrigações  e relato financeiro, contudo apenas 44% das empresas que planeiam uma atualização digital a veem como uma prioridade. Isto precisa de mudar.


As empresas que referem ter fortes competências digitas têm:
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Melhor desempenho esperado

71% esperam crescer em 2021 (vs. 61%) e 88% esperam crescer em 2022 (vs. 85%).

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Maior agilidade

86% têm acesso a informação/dados fiáveis e oportunos que alimentam a tomada de decisões (vs. 54% para outras empresas familiares).

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Maior transparência

73% dizem que a informação é partilhada de forma transparente e pontual entre os membros da família (contra 58% para outras empresas familiares).

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Maior foco na sustentabilidade

60% asseguram que a sustentabilidade está no centro de tudo o que fazem (vs. 42% para outras empresas familiares).

Nota: A base são todos os inquiridos nacionais (2021: n=48) e globais (2021: n=2.801).
Fonte: 10ª edição do Global Family Business Survey da PwC
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Dinâmica Familiar 
Saber discutir temas sensíveis

A grande maioria das empresas familiares portuguesas resolvem abertamente os seus conflitos. Um terço admite mesmo não passar sequer por essas situações (23% a nível global).

Definição de políticas de governance
Q: Com quais das seguintes afirmações concorda?


As empresas que referem ter os seus valores por escrito têm:
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Melhor desempenho esperado

A nível global, 58% verificaram um crescimento antes da COVID-19 (vs. 52% de outras empresas de familiares).

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Melhor preparação para a sucessão

41% das empresas familiares têm um plano de sucessão robusto, documentado e comunicado (contra 20% para outras empresas familiares).

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Maior transparência

77% referem que a informação é partilhada de forma transparente e atempada entre os membros da família (vs. 54% de outras empresas familiares) e 77% dizem que os membros da família comunicam regularmente sobre o negócio (vs. 57%).

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Maior apoio dos colaboradores, fornecedores e comunidade

54% prestaram apoio emocional/de saúde mental aos seus colaboradores (contra 39% para outras empresas).

Nota: A base são todos os inquiridos nacionais (2021: n=48) e globais (2021: n=2.801).
Fonte: 10ª edição do Global Family Business Survey da PwC
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“Se não se incorporar a sustentabilidade em tudo o que se faz, o negócio tenderá a acabar, independentemente do setor em que se encontre. É apenas uma questão de tempo.”

Jakob Haldor Topsøe,Presidente da Haldor Topsøe Holding, tecnologia química, Dinamarca

O caminho a seguir

Três áreas-chave para redefinir a fórmula de sucesso para as gerações futuras

Concretizar os compromissos ESG

  • As empresas familiares têm excelente reputação pelo bem estar aos colaboradores e comunidades.
  • Necessidade de definir melhor uma abordagem para medir a sua performance e comunicar a sua agenda para com os compromissos ESG.

Upskilling das competências

  • Os 21% de inquiridos em Portugal (29% a nível global) que não estão a fazer da digitalização uma prioridade e que ainda não fizeram progressos poderão enfrentar maiores desafios na proteção do seu legado.

Profissionalizar a governação familiar

  • O sucesso melhora quando as famílias melhoraram o seu governance, através da adoção de práticas mais profissionalizadas.
  • Reduzir os valores a escrito ajuda tanto ao desempenho, como à comunicação familiar.

Contacte-nos

Rosa Areias

Rosa Areias

Tax Lead Partner, Membro da Comissão Executiva, PwC Portugal

Tel: +351 225 433 101

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