Navegando os crescentes fatores de incerteza

Principais conclusões dos CEO em Portugal
23º Global CEO Survey anual da PwC

Que diferença dois anos podem fazer. Em 2018, o 21º Global CEO Survey, da PwC revelou um nível recorde de otimismo relativamente às expetativas de crescimento económico global. Este ano, à medida que os CEO olham para 2020, assistimos a um nível recorde de pessimismo, quer a nível global, quer em Portugal. Pela primeira vez, mais da metade dos CEO entrevistados (53% global e 56% em Portugal) acredita que a taxa de crescimento económico global deverá cair. Esta maior cautela traduziu-se numa menor confiança, por parte dos CEO, nas perspectivas de crescimento das suas próprias empresas, sendo que apenas 27% dos CEO estão "muito confiantes" (20% em Portugal) relativamente às suas perspectivas de crescimento das receitas para 2020, um nível não observado desde 2009.

O que está então a afetar a visão futura do líderes? Numa palavra, a incerteza.

Realizado entre setembro e outubro de 2019, o 23º Global CEO survey da PwC contou este ano com a participação de 1.581 executivos (103 em Portugal), em 83 territórios, explora a origem e as manifestações de incerteza e a forma como os CEO já estão a agir para superar os vários fatores e os seus desafios.

Principais conclusões

103

respostas de CEO nacionais (1.581 globais).

56%

dos CEO em Portugal acredita que o crescimento economico irá decrescer (53% global).

20%

dos CEO Portugueses estão "muito confiantes" (27% global) relativamente às perspectivas de crescimento das receitas das suas empresas para 2020.

35%

Os “Conflitos comerciais” são agora a maior preocupação dos CEO nacionais (34,7% global).

Robert E. Moritz, Chairman of the PwC Network, previews the firm’s 23rd Annual Global CEO Survey

Perspectivas de crescimento dos CEO em 2020

Bob Moritz, chairman da PwC Global, introduz o 23º CEO Survey Global da PwC, que este ano se foca no crescente pessimismo dos CEO e no sentimento de incerteza quanto a 2020.

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Principais conclusões

Os fatores de incerteza prejudicam as perspetivas futuras

  • Independentemente para onde os CEO olhem ou de onde olhem, o caminho futuro está repleto de incerteza. E a incerteza influencia o crescimento.

  • Nos últimos dois anos, a percentagem de CEO que acredita que o crescimento económico global irá decrescer aumentou dez vezes (de 3% para 56% em Portugal e de 5% para 53% globalmente). Em quase todas as regiões do mundo, os CEO demonstram também uma significativa redução da confiança no crescimento das receitas das suas próprias empresas, quer seja nos próximos 12 meses ou nos próximos 3 anos.

  • Os “Conflitos comerciais”(35%), o “Crescimento económico incerto”(35%) e o “Populismo”(33%) são as três principais preocupações dos CEO portugueses, que diferem ligeiramente com as maiores preocupações a nível global (“Regulação excessiva” (36%), “Conflitos comerciais” (35%) e “Crescimento económico incerto”(34%). A incerteza de todos estes fatores dificulta a capacidade dos CEO de antecipar o futuro.

Definir as fronteiras do ciberespaço

  • A Internet, o grande sistema de ligação e de democratização da informação, confronta-se agora com inesperadas e perigosas consequências que colocam em risco este seu intento. 

  • Sem um enquadramento global que permita gerir práticas ou controlar ataques digitais, a maioria dos CEO entrevistados antecipam um aumento da legislação sobre conteúdos online, privacidade dos dados e plataformas tecnológicas dominantes. Como resultado, prevê-se que a internet se possa tornar mais fragmentada. Antecipa-se um retrocesso no que respeita à existência de um modelo global de domínio absoluto da internet, de uma plataforma global, abrangente e omnisciente. 

  • Caso a economia global, consiga realizar todas as promessas da 4ª Revolução Industrial será necessária uma maior coordenação global nestas matérias.

A questão já não é apenas “requalificar, ou não requalificar”

  • Existem correlações entre o atual progresso de upskillling, o otimismo económico e a confiança no aumento das receitas.

  • Os CEO que já reconhecem o potencial da requalificação de competências das suas pessoas, já estão a colher os frutos, como por exemplo, uma cultura empresarial mais sólida, uma maior capacidade para inovar e um aumento da produtividade.

  • Os que já estão adiantados nos seus processos de upskilling, na procura por requalificar as suas atuais equipas, referem que a retenção das suas pessoas é agora um dos principais desafios com que se deparam, enquanto que, os CEO que ainda estão na fase inicial deste processo referem que a motivação e a falta de recursos ainda são os seus maiores obstáculos.

  • Uma realidade é incontornável: o aumento da automação, as alterações demográficas e a nova regulamentação tornarão a atração e retenção de talentos, críticos para conseguir acompanhar a rápida transformação tecnológica, muito mais difícil para as empresas.

  • Será necessário fazer crescer as competências futuras das suas atuais equipas.

Oportunidades emergentes

  • A maré mudou para as alterações climáticas. Globalmente, as empresas começam a reconhecer os riscos e até as potenciais oportunidades.

  • Quando comparamos com as suas opiniões de há dez anos atrás, os CEO hoje estão consideravelmente mais conscientes dos benefícios de uma estratégia mais “verde”, tais como vantagens reputacionais, oportunidades de novos produtos ou serviços ou poder beneficiar de incentivos, de várias formas.

  • 83% dos CEO em Portugal acreditam que os seus stakeholders têm elevadas expetativas relativamente à sua abordagem para com as alterações climáticas, ligeiramente superior à Europa Ocidental (82%) e aos valores globais (78%)

“De acordo com o nosso estudo global, não existem falta de fatores que promovam a incerteza, sejam eles estruturais, económicos ou tecnológicos. Os CEO têm agora desafios acrescidos e devem saber lidar com esta incerteza, garantindo que as suas equipas estão preparadas para os próximos anos. ”

António Brochado CorreiaTerritory Senior Partner, PwC Portugal

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