As organizações estão a reforçar o investimento em cibersegurança para responder à rápida evolução da Inteligência Artificial, com 84% dos líderes das áreas de segurança e financeira a preverem um aumento dos orçamentos de cibersegurança, acima dos 78% registados no ano passado, de acordo com o 2027 Global Digital Trust Insights Survey da PwC.
O estudo, que recolheu a opinião de quase 4.000 líderes das áreas de negócio e tecnologia em 71 países e territórios, conclui que, à medida que os modelos de IA de fronteira são implementados, 58% dos líderes de segurança colocam a IA entre as principais prioridades de investimento em cibersegurança para os próximos 12 meses.
Esta prioridade ocorre num contexto em que apenas 39% dos líderes das áreas de segurança, risco e operações afirmam dispor de um plano de continuidade operacional totalmente formalizado e integrado que contempla especificamente os riscos cibernéticos.
Quando questionados sobre as ameaças cibernéticas para as quais as organizações estão menos preparadas, metade dos líderes de segurança aponta os ataques dirigidos a sistemas de IA como uma das principais preocupações, à frente das ameaças associadas à cloud (40%), das falhas de terceiros (34%) e do ransomware (33%).
“O objetivo último da Cibersegurança não é apenas proteger o negócio, mas dar-lhe a confiança necessária para avançar. À medida que as organizações aceleram a adoção da IA para gerar valor, a ciber-resiliência deve tornar-se uma verdadeira capacidade estratégica, integrada na tomada de decisão da liderança desde o primeiro momento. O estudo mostra que muitas organizações continuam insuficientemente preparadas para um panorama de ameaças cibernéticas em rápida evolução. As que conseguirem responder eficazmente estarão mais bem posicionadas para inovar com confiança e manter a continuidade das suas operações em cenários de disrupção.”
As organizações devem integrar a Cibersegurança nos processos de decisão da gestão executiva se quiserem reforçar as suas capacidades de defesa.
Mesmo perante o aumento das vulnerabilidades associadas aos modelos de IA de fronteira, as empresas implementaram, em média, apenas três das sete principais medidas de mitigação de risco de dados avaliadas pelo estudo. Além disso, apenas 5% dos inquiridos afirmam ter implementado integralmente todas as medidas analisadas, abaixo dos 7% registados no ano anterior.
Embora um terço (33%) dos CEO e líderes das áreas de segurança e risco indique que a sua organização criou estruturas dedicadas à IA, incluindo Chief AI Officers ou conselhos de supervisão de IA, menos de metade concorda plenamente que o risco cibernético é um tema permanente na agenda do conselho de administração (47%) ou da liderança executiva (45%).
À medida que os ciberataques evoluem a um ritmo superior à capacidade de resposta humana, a Inteligência Artificial está a afirmar-se como um importante fator multiplicador de capacidades para as equipas de cibersegurança. Ainda assim, os níveis de confiança continuam reduzidos, especialmente no que diz respeito à utilização de agentes autónomos de IA.
Este cenário surge numa altura em que os botnets autónomos (53%), os ataques adversariais (52%) e a manipulação maliciosa de dados/data poisoning (52%) constituem os principais tipos de ataques potenciados por IA para os quais os responsáveis de segurança e gestão de risco se consideram menos preparados.
Embora os líderes de segurança identifiquem a deteção e gestão de ameaças e alertas (50%) e a deteção e resposta a ataques de phishing (42%) como as áreas prioritárias para a aplicação de IA na ciberdefesa, apenas cerca de um quinto (22%) autorizaria uma execução totalmente autónoma por agentes de IA em atividades de defesa cibernética.
Contudo, a rápida evolução destas tecnologias levanta também novos desafios. Mais de metade dos inquiridos (55%) identifica a fiabilidade e maturidade da tecnologia como uma das três principais barreiras ao aumento da autonomia dos agentes de IA nas operações de segurança, enquanto 46% aponta questões de responsabilização e explicabilidade na tomada de decisão por sistemas de IA.
Quase metade dos Chief Information Security Officers (CISO) (44%) considera ainda que a falta de competências em matéria de supervisão, governação e controlo da IA constitui um dos principais obstáculos à expansão da autonomia destes agentes nas operações de segurança.
Perante uma nova geração de riscos cibernéticos, as organizações estão a tomar medidas para reforçar a sua resiliência.
Mais de metade (54%) dos líderes das áreas de segurança e risco está a adotar estratégias multi-cloud ou híbridas. Paralelamente, muitas organizações estão a diversificar a localização dos dados e das infraestruturas tecnológicas (47%) e a localizar infraestruturas em jurisdições específicas (37%), com o objetivo de reduzir riscos de concentração ao longo da cadeia de valor.
Num contexto em que a geopolítica influencia cada vez mais o panorama de risco cibernético, metade dos inquiridos está também a rever a gestão de riscos associada a fornecedores, terceiros e cadeias de abastecimento.
À medida que a Cibersegurança assume uma importância cada vez mais estratégica, algumas empresas recorrem a serviços especializados externos para reforçar capacidades internas. Neste contexto, a Inteligência Artificial (53%) surge como a principal área de foco, num cenário marcado pela escassez de talento especializado em Cibersegurança e IA.
“Estamos a entrar numa era em que a velocidade dos ataques poderá ultrapassar a capacidade de resposta humana. Neste contexto, aumentar o investimento em cibersegurança, por si só, não será suficiente. As organizações terão de repensar a forma como antecipam ameaças, tomam decisões e constroem resiliência.”
Para proteger os seus negócios face à rápida evolução das ameaças associadas à IA e à cibersegurança, as organizações devem:
O 2027 Global Digital Trust Insights Survey da PwC recolheu a opinião de 3.934 executivos das áreas de negócio e tecnologia em 71 países e territórios. O estudo analisa a forma como os líderes estão a gerir a cibersegurança num mundo digital em constante transformação e identifica áreas críticas onde persistem lacunas. Mais informações sobre os resultados e recomendações estão disponíveis aqui.
Com os nossos serviços de Cibersegurança, antecipe ameaças, fortaleça a resiliência digital da sua empresa e assegure a continuidade do negócio.
Receba insights, tendências e boas práticas para proteger o seu negócio. Subscreva agora e esteja um passo à frente das ameaças digitais.